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Santander Flexibiliza Crédito: Banco Amplia Financiamento Imobiliário para até 90% do Valor do Imóvel

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Autor:

Luis Sperb - GRP

Casal sorridente em um apartamento moderno assinando contrato de financiamento imobiliário Santander e recebendo as chaves do corretor.

O mercado imobiliário brasileiro ganha um novo e importante estímulo. O Santander passou a admitir financiamentos imobiliários de até 90% do valor do imóvel em operações selecionadas. A movimentação estratégica quebra o padrão tradicional de 80% praticado historicamente pelos principais bancos privados do país, alterando de forma profunda a tomada de decisão de compradores e investidores.

Na prática, essa flexibilização reduz a barreira do capital inicial necessário, permitindo que a entrada mínima potencial despenque de 20% para apenas 10%. Essa mudança redesenha o planejamento financeiro para quem busca a casa própria ou deseja alocar recursos em novos ativos.

Na Prática: Como a Redução da Entrada Impacta o Seu Bolso?

Para quem está guardando dinheiro para comprar um imóvel, a nova margem de crédito imobiliário 2026 oferecida pelo Santander representa um alívio imediato no fluxo de caixa. Ao reter menos capital na largada da aquisição, o comprador ganha fôlego financeiro.

Exemplo Prático de Financiamento: Em um imóvel avaliado em R$ 300 mil, o modelo padrão do mercado exige uma entrada mínima de 20% (R$ 60 mil). Com a nova política de 90% do Santander, a entrada necessária cai para apenas 10% (R$ 30 mil).

Essa diferença de R$ 30 mil que permanece na conta do comprador pode ser estrategicamente direcionada para:

  • Pagamento de custos acessórios obrigatórios (como o imposto ITBI e o registro de imóveis em cartório);

  • Reformas iniciais ou compra de mobília para a nova residência;

  • Manutenção de uma reserva de emergência ou aplicações financeiras de maior liquidez.

A Flexibilização Não é Regra Automática: Entenda os Critérios

Apesar de o cenário ser altamente favorável para comprar imóvel com pouca entrada, o Santander reforça que a novidade não se trata de uma política universal ou automática. A concessão do teto máximo de financiamento dependerá de uma análise de risco individualizada e criteriosa.

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) pontua que, embora a regulação nacional já permita um LTV (Loan-to-Value, ou percentual financiado em relação ao valor do bem) de até 90%, a média histórica praticada pelo mercado privado orbita em torno de 60%. Isso significa que o Santander está se posicionando de forma agressiva, mas focará o benefício em perfis de menor risco.

Fatores cruciais avaliados pelo banco:

  • Score de Crédito Elevado: O histórico de bom pagador do proponente será o primeiro filtro analítico.

  • Liquidez do Imóvel: Imóveis novos, bem localizados e de fácil comercialização em caso de inadimplência terão prioridade para o teto de 90%.

  • Profundidade do Relacionamento: A proximidade do cliente com a instituição financeira ditará o nível de flexibilização.

O Peso do Relacionamento Bancário na Aprovação do Crédito

Para assegurar a aprovação na modalidade de redução de entrada Santander, o comprador precisará demonstrar reciprocidade bancária. O rating interno do cliente dentro do banco ditará não apenas o percentual financiável, mas também as taxas finais.

Atualmente, as taxas de juros do Santander variam entre 11,69% e 12,29% ao ano, a depender diretamente do perfil e do nível de relacionamento. Concentrar produtos financeiros na instituição torna-se, portanto, um passo indispensável para o sucesso da operação. Recomenda-se focar em estratégias como a portabilidade de salário, uso frequente de cartões de crédito institucionais, seguros e, se aplicável, movimentações de contas de Pessoa Jurídica (PJ).

Cenário de Juros Longos e Pressão sobre a Concorrência

O movimento do Santander surge em um momento em que o mercado projeta melhoras no crédito habitacional devido aos cortes da taxa Selic. Todavia, o setor imobiliário ainda lida com o peso dos juros longos (contratos de 5 e 10 anos), que se mantêm elevados, próximos de 13,6% e 13,7% ao ano, pressionando a capacidade de pagamento das parcelas mensais.

Do lado concorrencial, a iniciativa do banco gera uma forte pressão sobre os rivais privados, como Itaú e Bradesco, que oficialmente sustentam o teto máximo de até 80% para financiamentos. Se a tendência de flexibilização se espalhar, o mercado poderá testemunhar uma das disputas mais acirradas por clientes de alta renda e score elevado dos últimos anos.

Conclusão

A decisão do Santander de ampliar o financiamento imobiliário para até 90% é um marco para o setor em 2026. Ela abre as portas para compradores qualificados que possuem renda estável para arcar com as parcelas, mas esbarravam na dificuldade de acumular o montante da entrada tradicional. Para o consumidor, a estratégia agora é organizar as finanças e fortalecer o vínculo com o banco para transformar a oportunidade em contrato assinado.