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Preço dos imóveis sobe acima da inflação em 12 meses; apartamentos menores lideram ganhos

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Autor:

Luis Sperb - GRP

Apartamento compacto de alto padrão decorado de forma minimalista, com vista urbana através de uma grande janela iluminada pelo sol da tarde.

O mercado imobiliário brasileiro continua mostrando resiliência. Em maio de 2026, os preços dos imóveis residenciais registraram uma nova alta, consolidando uma trajetória de valorização que supera os principais índices de inflação do país no acumulado dos últimos 12 meses. O movimento reforça o papel do imóvel como um forte mecanismo de preservação de capital.

De acordo com os dados mais recentes do Índice FipeZAP, o indicador avançou 0,42% em maio. Embora o ritmo represente uma leve desaceleração em comparação ao mês de abril (que registrou alta de 0,51%), o saldo anual aponta para um ganho real aos proprietários e investidores.

Apartamentos compactos lideram a valorização do mercado imobiliário

A busca por moradias menores e mais funcionais tem ditado o ritmo dos preços nas principais cidades brasileiras. O levantamento detalhado por tipologia demonstra que os apartamentos de um dormitório foram os grandes destaques do período.

  • Alta Mensal (Maio): As unidades de 1 dormitório subiram 0,55%, liderando o ganho mensal. Em contrapartida, os imóveis de 3 dormitórios tiveram a menor variação (+0,28%).

  • Acumulado em 12 meses: No recorte anual, os imóveis compactos disparam na liderança, acumulando uma valorização de 7,35%, ficando significativamente acima da média geral do mercado.

Comparativo: Preço dos Imóveis vs Inflação (Últimos 12 meses)

Quando olhamos o cenário de médio prazo, o rendimento do tijolo superou o poder de compra corroído pela inflação:

  1. Índice FipeZAP (Imóveis): +5,59%

  2. IPCA (Inflação Oficial): +4,77%

  3. IGP-M (Inflação do Aluguel): +1,95%

Nota: No acumulado estrito do ano de 2026, o indicador imobiliário avança 1,96%, patamar que temporariamente ainda corre atrás do IPCA do ano corrente (+3,24%).

Nordeste ganha destaque nacional no ranking de valorização

O comportamento dos preços não é uniforme pelo Brasil. Em maio, a região Nordeste despontou no topo do ranking das capitais com os maiores reajustes mensais.

  • Aracaju (SE): +1,88%

  • João Pessoa (PB): +1,46%

  • Teresina (PI): +1,43%

Outras capitais de relevância econômica também registraram taxas acima da média nacional, como Manaus (+1,00%), Vitória (+0,99%) e Recife (+0,76%). Pelo lado das quedas, apenas três capitais recuaram em maio: Porto Alegre (-0,53%), Belém (-0,40%) e Brasília (-0,05%).

Preço do metro quadrado se aproxima de R$ 10 mil no Brasil

Com as consecutivas altas, o valor médio do metro quadrado (m²) residencial no país atingiu a marca de R$ 9.809 em maio.

Confirmando a tese de alta demanda por espaços compactos e alta liquidez, as unidades de um dormitório registram o m² mais caro do país, avaliado em média em R$ 11.987/m². As unidades de dois quartos aparecem no extremo oposto, cotadas a R$ 8.813/m².

No topo do ranking geral de preços por região, a capital capixaba, Vitória (ES), consolida-se como o metro quadrado mais valorizado e caro do Brasil, atingindo a média expressiva de R$ 14.965/m². Aracaju, apesar da forte alta recente, mantém o m² mais acessível entre as capitais analisadas, custando R$ 5.633/m².