Mercado

Alta no Aluguel e Valorização: Por que Investir em Imóveis em 2026?

Data:

26 de jan. de 2026

Autor:

Luis Sperb - GRP

O cenário econômico brasileiro no início de 2026 traz uma confirmação aguardada por muitos investidores: o mercado imobiliário retomou seu protagonismo como um dos ativos mais resilientes e lucrativos para quem busca renda recorrente. Mesmo diante de uma taxa Selic elevada, o setor demonstrou um fôlego surpreendente no último ano, superando as projeções mais conservadoras.

O Retorno Triunfal da Renda Recurrente

A virada de chave para o setor veio com os dados consolidados de 2025. O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), medido pela FGV, registrou uma alta média de 8,85% no Brasil. Esse número é significativo não apenas por superar a inflação, mas por representar uma recomposição real de valores que muitos proprietários não viam há anos.

Capitais como Rio de Janeiro (+12,11%), Belo Horizonte (+11,27%) e São Paulo (+9,48%) lideraram esse movimento, tornando o aluguel uma fonte de renda extremamente competitiva em comparação a aplicações tradicionais de renda fixa.

Valorização Patrimonial: Além da Proteção

Para além do ganho mensal com locação, a valorização do ativo físico permanece como um pilar de segurança. Segundo o Índice FipeZap, o preço dos imóveis usados subiu 6,52% em 2025 — um ganho real de 2,24% acima da inflação.

Indicadores de Desempenho em 2025:

  • IVAR (FGV): +8,85% (Alta nos aluguéis).

  • FipeZap: +6,52% (Valorização de imóveis usados).

  • IGMI-R (Abecip): +17,14% (Acumulado até novembro).

  • IGP-M: -1,05% (Índice de reajuste negativo, favorecendo novos contratos).

Segundo especialistas do setor, como Igor Melro, diretor comercial da Porte Engenharia e Urbanismo, essa combinação de fatores protege o patrimônio contra oscilações bruscas de mercado e garante um fluxo de caixa constante para o investidor.

Novas Regras de Crédito e o Alívio na Demanda

Um dos grandes impulsionadores para 2026 é o ajuste nas políticas de financiamento. O lançamento da faixa 4 do Programa Minha Casa, Minha Vida e o novo modelo de crédito imobiliário (permitindo financiar até 80% do valor pelas regras do SFH para a classe média) estão reduzindo o estoque de imóveis prontos.

"Quem comprou o imóvel na planta há alguns anos já está colhendo resultados significativos. Regiões com pouca oferta, como a Zona Leste de São Paulo, tendem a ganhar ainda mais atenção diante da valorização potencial", afirma Melro.

Conclusão: Oportunidade na Ciência de Dados

O sucesso no investimento imobiliário em 2026 depende, cada vez mais, de análise de dados. O equilíbrio entre oferta e demanda regional é o que define as melhores oportunidades de "yield" (rendimento). Com o estoque de imóveis em queda e a procura por locação em alta, o investidor que foca em renda recorrente encontra hoje um cenário de baixa volatilidade e retorno sólido.