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Copa do Mundo de 2026 Altera Planos Imobiliários de 40% dos Brasileiros, Mostra Pesquisa

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Autor:

Luis Sperb - GRP

Sala de estar moderna com uma família brasileira reunida comemorando, assistindo a um jogo de futebol na TV de tela grande, enquanto caixas de mudança e fita adesiva estão organizadas no canto da sala, simbolizando uma mudança recente.

Introdução

O calendário esportivo e as decisões financeiras dos brasileiros cruzaram caminhos em 2026 de uma forma surpreendente. Uma pesquisa recente realizada pela Loft em parceria com a Offerwise revelou que a Copa do Mundo de 2026 influenciou diretamente a programação de 40% dos brasileiros que tinham intenção de comprar ou alugar um imóvel nos próximos meses. Seja antecipando ou adiando a mudança, o principal evento de futebol do planeta mexeu com o comportamento do consumidor e trouxe novos insights para o mercado imobiliário 2026.

Copa do Mundo vs. Planos Imobiliários: O Que Dizem os Números?

O levantamento, que faz parte da Onda 6 do Índice de Confiança do Mercado Imobiliário Loft/Offerwise, ouviu pessoas com intenção de compra ou locação no curto prazo e constatou que o Mundial funciona como um forte divisor de águas. Embora a maioria (49%) tenha optado por manter seus planos originais, a parcela que modificou sua estratégia é estatisticamente muito expressiva.

Os dados gerais de comportamento mostram a seguinte divisão:

  • Antecipar os planos: 18%

  • Adiar os planos: 12%

  • Manter os planos: 49%

  • Indecisos (Não sabem): 21%

Segundo Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, o patamar de 40% de alteração é altamente relevante e demonstra o impacto cultural e psicológico que o Mundial exerce na rotina e nas finanças das famílias brasileiras.

Recorte de Gênero Aponta Contrastes Relevantes nas Decisões

A pesquisa revelou que homens e mulheres reagem de formas diferentes diante do calendário do torneio quando o assunto é o fechamento de contratos de imóveis.

  • Homens mais ágeis: Os entrevistados do sexo masculino demonstraram maior propensão a fechar o negócio mais rápido. Cerca de 28% dos homens decidiram antecipar seus planos imobiliários por conta da Copa do Mundo.

  • Mulheres mais cautelosas: Do lado feminino, a postura foi de maior preservação e análise. Apenas 10% optaram por adiar ou antecipar rapidamente, enquanto 27% das mulheres se declararam indecisas ("não sei"), preferindo observar o cenário antes de agir.

Curiosamente, o percentual daqueles que decidiram de fato adiar o negócio para depois do torneio foi idêntico em ambos os grupos: 12%.

Divergências por Região e Faixa Etária

O comportamento do consumidor também variou de forma nítida dependendo da localização geográfica e da idade dos respondentes:

  • Brasília liderou o ranking nacional da estabilidade: 64% dos brasilienses afirmaram que a Copa do Mundo não mudaria em nada seus planos de mudança.

  • Goiânia registrou o maior índice de incerteza do país, com 42% de indecisos.

  • Por Idade: O grupo entre 35 e 44 anos mostrou-se o mais resoluto, com 59% mantendo o planejamento inicial. Já entre os jovens de 18 a 24 anos, a estabilidade caiu para 43%, e a taxa de indecisão subiu para 35%, a maior de todas as faixas etárias.

Mercado Imobiliário em 2026 Segue com Dinâmica Própria

Apesar do forte apelo emocional da Copa do Mundo — que inclusive motivou 28% dos entrevistados a planejarem decorações temáticas em suas residências para acompanhar os jogos —, o mercado imobiliário em 2026 demonstra solidez e tração própria.

O Índice de Confiança medido na pesquisa atingiu seu maior nível desde as primeiras edições do estudo, indicando que a demanda por moradia no Brasil continua aquecida em relação à oferta disponível. Fatores econômicos estruturais, como as reformas tributárias em andamento e novas regras de financiamento habitacional, continuam ditando o ritmo principal dos negócios no país, independentemente do calendário dos gramados.

Conclusão

A pesquisa Loft/Offerwise deixa claro que a Copa do Mundo de 2026 é mais do que um evento esportivo: ela atua como um fator psicológico de peso no planejamento familiar brasileiro. Seja para garantir uma casa nova a tempo de receber os amigos para os jogos ou para segurar os gastos durante o período festivo, o comportamento de 40% dos compradores acende um alerta positivo para incorporadoras e corretores aproveitarem esse gancho cultural em suas estratégias de vendas.