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Aluguel residencial sobe dez vezes acima da inflação em julho, revela FipeZap

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Luis Sperb - GRP

Chaves de apartamento repousando sobre um contrato de aluguel assinado em uma mesa com vista de fundo para prédios modernos de uma metrópole.

A pressão sobre os preços no mercado imobiliário brasileiro continua acelerada em 2026. Segundo o mais recente Índice FipeZap de Locação Residencial, o preço médio dos aluguéis subiu 0,70% em julho, registrando um ritmo dez vezes superior à inflação oficial medida pelo IPCA (0,07%) no mesmo período.

Esse avanço reforça uma tendência que se consolida ao longo do ano: a alta acumulada da locação chega a 5,97% em 2026, ultrapassando tanto o IPCA (3,44%) quanto o IGP-M (2,08%), tradicional indexador dos reajustes de contratos.

Nos últimos 12 meses, a alta acumulada dos preços de aluguel atinge 9,28%, enquanto o IPCA registra 4,44% e o IGP-M marca 2,76%. O levantamento da FipeZap acompanha os preços em 36 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais.

Apartamentos de dois dormitórios lideram a valorização

A busca por moradias com metragens intermediárias impulsionou os preços de tipologias específicas em julho:

  • Dois dormitórios: Foi a opção que mais subiu no mês (+0,85%) e também lidera o acumulado de 12 meses, com alta expressiva de 10,21%.

  • Um dormitório: Continua sendo o tipo de imóvel com o maior valor proporcional por metro quadrado, registrando média de R$ 72,08/m².

  • Três dormitórios: Apresenta o menor custo médio por área construída, ficando em R$ 46,58/m².

Cidades mais caras e destaques regionais

O preço médio de locação residencial no conjunto das 36 cidades monitoradas encerrou julho em R$ 54,17/m².

Cidades com o metro quadrado mais caro do país:

  1. Barueri (SP): R$ 72,00/m²

  2. São Paulo (SP): R$ 65,18/m²

  3. Recife (PE): R$ 64,11/m²

  4. Belém (PA): R$ 62,65/m²

  5. Florianópolis (SC): R$ 60,84/m²

  6. Rio de Janeiro (RJ): R$ 60,80/m²

As maiores altíssimas do ano

No acumulado de 2026, a capital de Sergipe, Aracaju (SE), despontou com a maior valorização do Brasil, registrando +16,12%. Em seguida aparecem Niterói/RJ (+15,26%), Campo Grande/MS (+11,95%), Manaus/AM (+11,04%) e Fortaleza/CE (+10,98%).

No cenário oposto, a cidade de Pelotas (RS) teve a maior retração acumulada do ano, com queda de 7,38%.

Rentabilidade do aluguel (Rental Yield) atinge 6,14% ao ano

Para os investidores do mercado imobiliário, a rentabilidade média anual do aluguel (rental yield) fechou julho em 6,14% ao ano.

  • Imóveis de um dormitório oferecem o melhor retorno médio para o proprietário: 6,78% ao ano.

  • Unidades com quatro ou mais dormitórios apresentam a menor rentabilidade: 4,84% ao ano.

  • Recife (PE) lidera entre as capitais com maior retorno imobiliário, registrando 8,47% ao ano, seguida de Cuiabá (8,31%) e Belém (8,18%).

Apesar das fortes altas do setor, a média de retorno ainda exige atenção do investidor quando comparada a outras modalidades de investimento no mercado financeiro.