Mercado
Aluguel em 2026: Preços Sobem Quase 10% e Superam Inflação pelo 4º Ano Consecutivo
Data:
19 de jan. de 2026
Autor:
Luis Sperb - GRP
O mercado imobiliário brasileiro encerrou o ciclo de 2025 e iniciou 2026 com um dado alarmante para o bolso do consumidor: o aluguel residencial subiu 9,44%, de acordo com o Índice FipeZAP. Este é o quarto ano seguido em que o reajuste nos contratos de locação supera o IPCA, consolidando uma tendência de valorização real no setor.
Aluguel vs. Inflação: O Cenário Comparativo
Enquanto o IPCA (índice oficial da inflação) fechou em 4,26%, a alta dos aluguéis foi mais que o dobro desse patamar. O contraste é ainda maior quando olhamos para o IGP-M, tradicional indexador de contratos, que registrou queda de 1,05%. Essa desconexão reforça a pressão sobre os inquilinos e mantém a atratividade para os proprietários, embora exija cautela dos investidores.
As Cidades Onde o Aluguel Mais Subiu
A valorização não foi uniforme, mas atingiu a grande maioria do país. Das 36 cidades monitoradas, 34 apresentaram alta no acumulado do ano.
Capitais com maiores altas em 2025:
Teresina: +21,81%
Belém: +17,62%
Aracaju: +16,73%
Vitória: +15,46%
Em contrapartida, Campo Grande foi a exceção notável, apresentando um recuo de 4,36% no valor médio das locações. Nas grandes metrópoles, o Rio de Janeiro liderou o crescimento com 10,87%, seguido de perto por Curitiba (10,98%) e São Paulo (7,98%).
Tipologia de Imóveis e Preço por Metro Quadrado
Em dezembro de 2025, o valor médio do metro quadrado nas cidades pesquisadas atingiu R$ 50,98. Um ponto de destaque para quem busca economia ou investimento é a variação por dormitórios:
1 Dormitório: Possui o metro quadrado mais caro (R$ 68,37), sendo o preferido por investidores pelo alto giro.
3 Dormitórios: Apresenta o menor valor proporcional (R$ 43,81/m²), oferecendo melhor custo-benefício para famílias grandes.
Vale a Pena Investir em Imóveis para Alugar em 2026?
A rentabilidade bruta (yield) média fechou em 5,96% ao ano. Embora o índice esteja estável, ele ainda permanece abaixo das principais aplicações de renda fixa, o que desafia o investidor a ser mais estratégico.
Se o foco é retorno imediato via aluguel, cidades como Belém (8,63% a.a.) e Recife (8,37% a.a.) entregam os melhores números. Já Vitória e Curitiba apresentam os menores retornos imediatos, focando mais na valorização patrimonial a longo prazo.
